Hoje vos apresento Paper Rival, finada banda do Tennessee, fundada em 2005 e que acabou no fim de 2008.
Composta por Jake Rolleston, Patrick Damphier, Brent Coleman e Cody McCall, Paper Rival, que tem como influências bandas como Broken Social Scene, Neutral Milk Hotel e Bruce Cockburn, tem um EP homônimo - que considero melhor que o LP, apesar de ambos serem ótimos - e um full length, o "Dialog".
Banda faz um rock alternativo autêntico e intenso, por vezes com algumas pitadas de country e blues, principalmente em "Dialog". Lembra As Tall As Lions, Manchester Orchestra e Deas Vail, o último já postado aqui no moustard. Músicas suaves, porém intensas. Indie rock bem feito.
Paper Rival EP 1. Alabama 2. You're Right 3. Home is Right Out Your Window 4. A Fox In The Garden 5. Pacing The Cage
Dialog 1. Are We Brothers? 2. Foreign Film Collection 3. Bluebird 4. Cassandra 5. Swimmer King 6. An Easy Belief 7. The Family Ghost 8. Payable To Finder 9. Keep Us In 10. The Kettle Back 11. Weak Sister
Mais uma banda nova-iorquina: The Postelles. Perdidos entre influências que vão de The Velvet Underground a The Walkmen, a banda, que faz um rock garageiro com pitadas radiofônicas, nos presenteia com músicas simples e deliciosas de serem ouvidas.
As influências cinquentistas e sessentistas da banda podem ser notadas nos traços radiofônicos de suas músicas, com refrões que não saem da cabeça, além de isto ser visto nos arranjos de guitarra característicos.
A banda foi descoberta por Albert Hammond Jr., guitarrista do Strokes, que foi o produtor do EP e do full length do Postelles, este que será disponibilizado aqui.
Dançante, catchy, delicioso: são três adjetivos que caem muito bem para o álbum homônimo da banda. Abaixo deixo o vídeo do single, faixa inicial e carro-chefe do álbum: White Night. Destaco também Whisper Whisper, que é sensacional. Aliás, destaco todas, um álbum quase que impecável.
The Postelles 1. White Night 2. Sleep On The Dance Floor 3. 123 Stop 4. Boy's Best Friend 5. Can't Stand Still 6. Hold On 7. Stella 8. Hey Little Sister 9. Whisper Whisper 10. Blue Room 11. She She
Duo do Brooklyn - celeiro das melhores bandas atuais - formado em 2008 e composto por Derek Miller, nas guitarras, e por Alexis Krauss. Faz um noise pop que tem como resultado algo que lembra e mescla Crystal Castles, Ting Tings, MIA e guitarras distorcidas.
Fazem um som cativante e com personalidade, indo do lo-fi a faixas mais pop e cheias de batidas, Sleigh Bells, definitivamente, não passa - e não passará neste 2011 - despercebida.
Abaixo, vos deixo com o clipe de Infinity Guitars, totalmente catchy e... Enfim, tirem suas próprias conclusões.
Treats 1. Tell 'Em 2. Kids 3. Riot Rhythm 4. Infinity Guitars 5. Run the Heart 6. Rachel 7. Rill Rill 8. Crown on the Ground 9. Straight A's 10. A/B Machines 11. Treats
No post em que retomo o esquecido - mas sempre querido - moustard! vos falarei de uma de minhas bandas favoritas: The Get Up Kids.
Após seis anos sem gravação, a banda ícone do emo e do rock alternativo americano da década de 90 volta com o EP "Simples Science", lançado em abril deste ano que passou, que aparece como uma espécie de preview do "There Are Rules", primeiro full-length desde "Guilty Show", que será lançado no fim deste janeiro.
Mantendo a distância de suas raízes pop punk, o que vinha ocorrendo desde o álbum "On A Wire" (2002), The Get Up Kids aparenta ter adquirido maturidade, apresentando um rock alternativo próprio, aprimorando o que vinha sendo mostrado em seus últimos álbuns. Isto pode ser notado em Keith Case, com uma linha de baixo barulhenta e viciante, e no experimentalismo de How You're Bound.
Porém "Simple Science" tem um problema: é um EP. Resta-nos esperar o lançamento ou vazamento de "There Are Rules", mas estas quatro ótimas canções já são grandes presentes para quem ficou órfão de The Get Up Kids durante seis longos invernos.
Abaixo, Your Petty Pretty Things ao vivo.
Simple Science
1. Your Petty Pretty Things 2. Keith Case 3. Tommy Gentle 4. How You're Bound
Para os que falam que o rock nacional é ruim, vos trago monno, com letra minúscula mesmo, porém com um som mais que maiúsculo.
Banda mineira com dois EPs na bagagem, monno traz o melhor do rock alternativo gringo somado a letras em português - algo extremamente importante, enquanto a maioria das bandas nacionais do gênero querem soar estrangeiras demais.
Formada por Bruno, Coelho, Euler e Koala, tem como último release o EP "Agora", lançado em 2008. Com uma sonoridade única na cena e no país, monno tem no EP uma obra de arte. De tão bom que é, não consigo nem destacar canções, pois todas são ótimas à sua maneira. Enfim, ótima pedida para um bom indie rock - e nacional! -, deixo para vocês alguns vídeos do DVD lançado para o EP.
Agora
1. Enquanto O Mundo Dorme 2. Carta Para Depois 3. O Pouco Que Eu Quis 4. As Pequenas Coisas 5. Acontece 6. 21 Dias
Após criar muita expectativa, Julian Casablancas lançou seu álbum-solo, em novembro do ano passado. E posso dizer que decepcionou.
Para quem esperava algo do gênero e da qualidade do The Strokes, Julian Casablancas trouxe mais um álbum do quase-saturado new wave/eletro, que, aos poucos, vem cansando. E mais: apenas oito músicas! Após grandes expectativas dos fãs, ele traz um álbum com apenas oito músicas.
Ambientado com ares oitentistas, "Phrazes For The Young" abusa de sintetizadores e de uma atmosfera retrô. Julian não aparenta, nem de longe, ser o mesmo de canções como Ize Of The World, Hard To Explain, entre outras, só para citar algumas grandes músicas de sua banda "original" - que se não vem fazendo nada além do mais do mesmo, pelo menos não faz música ruim.
Deste álbum - que poderia muito bem ser do A Flock Of Seagulls, por exemplo -, as mais ouvíveis são o single 11th Dimension e Glass - a melhor do álbum. O resto pode ser facilmente descartado junto a inúmeras bandas de eletrorock que não inovam e cansam quem as ouve.
Julian Casablancas decepcionou. Trouxe sintetizadores, psicodelia, nostalgia, mas se esqueceu de trazer a música boa. Abaixo segue o clipe do single 11th Dimension.
Phrazes For The Young
1. Out of the Blue 2. Left & Right in the Dark 3. 11th Dimension 4. 4 Chords of the Apocalypse 5. Ludlow St. 6. River of Brakelights 7. Glass 8. Tourist
Fazendo música pop de qualidade - sim, isto é possível -, Adam Young com o Owl City surpreendeu o mundo todo com um sucesso repentino e com seu synthpop revival. Desde 2007 na ativa, Owl City, a banda de um homem só, vem misturando rock alternativo e música eletrônica, além de beber nas fontes do synthpop oitentista. Idealizada por Adam Young, a banda teve um EP, chamado "Of June", e um full-lenght, o "Maybe I'm Dreaming", antes de lançar, em Julho do ano passado, o elogiadíssimo "Ocean Eyes".
Com uma sonoridade mais encorpada e utilizando os sintetizadores com mais maturidade, "Ocean Eyes" mostra um salto gigantesco em relação aos anteriores. Isto pode ser percebido logo na faixa de abertura do álbum, Cave In.
Porém o melhor ainda está por vir. The Saltwater Room é, junto com The Tip Of The Iceberg e Fireflies, a melhor canção do Ocean Eyes. Sendo a música que mais flerta com o rock alternativo, é menos sintetizada, com violões e batidas menos eletrônicas, mostrando o viés de alt rock presente em Owl City. Além da bela letra, destaco também a ótima participação de Breanne Düren nos vocais.
Owl City ao vivo
Mas o carro-chefe do álbum é Fireflies. Muito por sua causa é que o álbum foi grande sucesso de vendas, até porque esta ficou no topo de diversas paradas musicais, como, só para citar um exemplo, a Billboard. Um pop perfeito, o ouvinte não consegue passar de Fireflies. Extremamente viciante. Além da música em si, o clipe dela, dirigido por Steve Hoover, é algo sensacional também.
Porém é extremamente recomendável que o ouvinte passe de música - por mais que Fireflies, como supra-citado, insista e persista ecoando na tua mente -, pois a seguinte é uma das mais marcantes do álbum. The Tip Of The Iceberg talvez sintetize o álbum todo: efeitos, claps, música eletrônica de qualidade, boa letra. Além de viciar, The Tip Of The Iceberg contagia. Não há como não sentir alguma vontade de dançar ao ouvi-la, principalmente após o refrão, quando a música ganha ares de pista disco - outra grande influência de Adam Young, além de bandas de rock alternativo e música eletrônica europeia em geral.
Enfim, Owl City, mostra que há como fazer música pop com qualidade e de sucesso, sem precisar apelar e ofender o intelecto do ouvinte. Abaixo segue o vídeo de uma performance em estúdio do hit e, inegavalmente, carro-chefe do Ocean Eyes, Fireflies.
Ocean Eyes
1. Cave In 2. The Bird and The Worm 3. Hello Seattle 4. Umbrella Beach 5. The Saltwater Room 6. Dental Care 7. Meteor Shower 8. On the Wing 9. Fireflies 10. The Tip of the Iceberg 11. Vanilla Twilight 12. Tidal Wave 13. Hello Seattle (Remix) 14. If My Heart Was a House